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Relatório do Teste de Colúmbia – Escala de Maturidade Mental Colúmbia

por: Roberto Lazaro Silveira

Antes de apresentar o laudo gostaria de deixar uma orientação aos pais que consideram vantagem a criança estar em uma série “adiantada” em relação à idade cronológica e para isto costuma “conversar” com o professor e/ou diretor de escola utilizando-se de influência etc… para o filho “passar de ano”.

Existe a maturidade ou idade mental e este tipo de avaliação é muito importante para a adaptação da criança na turma, ou seja, uma criança tende a “pensar igual” ás demais da mesma idade, no entanto, é comum a preocupação sobre a criança estar somente em compania de outras mais velhas ou mais novas….

Dentre os vários motivos que podem causar este desencontro pode estar o cronologismo, ou seja, levar em conta somente a  idade cronológica gera o preconceito consistente em determinar que crianças de 10 anos de idade tem que andar com crianças de 10 anos. Concordo plenamente, no entanto, considerando a maturidade mental e consonância entre o grupo.

Uma crinaça de 15 anos na terceira série á vários anos significa, dentre muitos outros possíveis fatores, que a mesma pode não estar alfabetizada e necessita de cumprir com esta etapa para ingressar em uma série mais avançada até mesmo do que a terceira série.

Geralmente esta criança não frequenta as aulas – falta muito – e quando está em sala de aula a professora geralmente adota uma postura punitiva para com o mesmo que por não conseguir entender as aulas passa a “atrapalhar” – sinalizar que algo está errado com o ensino. Aprendizagem é uma via de mão dupla!

No caso de adolescentes que foram “empurrados” até o colegial sem ter a base necessária para aprender o conteúdo pertinente – operações básicas de matemática, análise sintática em português etc – é necessário contratar um profissional pedagogo competente para diagnósticas onde o adolescente “parou” e construir um cronograma de nivelamento.

Acredito que o vestibular em faculdades particulares atrapalha um pouco este procedimento, pois, é comum notícias de analfabetos sendo aprovados em vestibulares. Então o ciclo do empurra estende-se até o diploma de curso superior. Observe,

O ministério tomou essas medidas (exigir redação como requisito obrigatório para aprovação em vestibular)  em resposta a duas reportagens veiculadas no “Fantástico”, da Rede Globo, que mostraram que um semi-analfabeto, o padeiro Severino da Silva, foi aprovado nos vestibulares das universidades Estácio de Sá e Gama Filho, no Rio. O padeiro, que marcou apenas as alternativas A e B em todas as questões de múltipla escolha e deixou a redação em branco, foi aprovado em nono lugar para o curso de direito da Estácio de Sá. (Fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_noticias/cbn/id181201.htm)

A questão não é generalizar ou colocar em dúvida a qualidade do ensino em faculdades e universidades particulares e sim a capacidade de aprender dos alunos, pois, a exigência dos vestibulares não colabora devido ao fato de o fator financeiro ser eliminatório, ou seja, um pessoa que estudou a vida toda e possui uma boa base, no entanto, não ingressou na USP por 10 colocações passaria com absoluta  certeza entre os primeiros lugares em uma universidade particular.

Pense nisto: Tal aluno foi aprovado em primeiro lugar, no entanto, não passou na prova eliminatório financeira. Como exemplo podemos notar as mensalidades dos  cursos de medicina – R$ 3.000,00 (três mil reais em média). Então podemos pensar também nisto: um playboy filho de papai que sempre às márgens da lei e estudante de colégios particular pague-passe irá ser gratificado com o diploma de médico (daqueles que esquece a tesoura costurada dentro do paciente no SUS por ter tomado morfina).  Enquanto o outro de atitudes desejáveis pela sociedade é punido por ser pobre, no entanto, consegue ser enfermeiro, mas, tem que obedecer o playboy no plantão.

Os vídeos abaixo comprovam o material cirúrgico esquecido, no entanto, não sabemos onde formou-se os médicos envolvidos, mas, sabemos  que se fossem postados os vídeos de sucessos médicos não caberia neste site. O que não justifica este tipo de erro médico.

“Quanto menos as pessoas conseguem governar-se mais querem governar os outros”. Ato Médico. Obs: Nem todo médico formado em particular é ruim e vice-versa, o que temos de comprovado são fatos que indicam uma reflexão mais aprofundada ao assunto dinheiro x potencial humano: o que vale mais para a sociedade?

Então fica a orientação aos pais: aproximem-se dos seus filhos. Vocês devem adotá-los antes que os traficantes cheguem primeiro tonando ainda mais difícil o ensino devido aos efeitos das drogas. A vaidade somada à pressa por passar de ano poderá resultar em prejuízo à real capacidade de colaboração para a sociedade contida na juventude brasileira.

Agora sim, segue o modelo de laudo abaixo. Espero que seja aperfeiçoado, melhorado, melhor elaborado, que fique muito melhor do que este modelo quando o colega for formular este tipo de documento psicológico. Peço que colaborem através de comentários.

LAUDO PSICOLÓGICO

Identificação
Psicólogo : Roberto Lazaro Silveira – CRP/RO 15.477
Solicitante : Colégio Vida Boa
Assunto : Avaliação de maturidade mental

Descrição da Demanda
A criança Fulana Beltrana, estudante do colégio Vida Boa de Porto Velho/RO, pretende cursar o primeiro ano do ensino fundamental, no entanto, sua idade cronológica de 5 (cinco) anos e 3 (três) meses não está compatível segundo as leis do Ministério da Educação.

Para tornar possível à criança cursar a série em questão torna-se necessário está avaliação psicológica com a finalidade de elucidar a idade mental da criança e por conseqüência revelar se a mesma possui condições para matricular-se na série pretendida.

Procedimento
A criança foi submetida á avaliação psicológica através da Escala de Maturidade Mental Colúmbia, um teste individual de fácil aplicação, que fornece uma estimativa da capacidade de raciocínio geral de crianças com idade entre 3 (três) anos e 6 (seis) meses e 9 (nove) anos e 11 (onze) meses.

Análise
Fulana Beltrana obteve um desempenho indicativo, segundo dados estatísticos, que dentre as crianças da mesma faixa de idade, somente 1 (uma) em cada 10 (dez) apresentam a mesma capacidade.

De acordo com o resultado obtido foi indicado a idade mental compatível com crianças de 6 (seis) anos e meio até 6 (seis) anos e 11 (onze) meses de idade.

Conclusão
De acordo com os dados obtidos na avaliação psicológica através da Escala de Maturidade Mental Colúmbia, a criança avaliada possui idade mental compatível com a idade exigida para cursar a série pretendida.

Porto Velho, 20 fev. 2050.

ROBERTO LAZARO SILVEIRA
Psicólogo – CRP/RO 15.477

Antes da aplicação do teste houve um entrevista com o pai da criança o qual informou que a professora elogiou a condição de aprender da criança em relação às outras, a criança relaciona-se de forma desejável com as demais da mesma série de ensino, então o teste psicológico confirmou que existe maturidade suficiente para seguir na série pretendida. Esta avaliação é multidisciplinar e envolve o diagnóstico pedagógico que é feito na própria instituição de ensino onde a criança está matriculada.

Obs: Laudo e Relatório são sinônimos e classificados identicamente pelo Conselho Federal de Psicologia.

 

Modelos de Laudo Psicológico / Relatório Psicológico

por: Roberto Lazaro Silveira

O relatório psicológico deve conter, no mínimo, 5 (cinco) itens:

  1. Identificação
  2. Descrição da demanda
  3. Procedimento
  4. Análise
  5. Conclusão


MODELOS DE LAUDO/RELATÓRIO PSICOLÓGICO

Modelo 1

1. Identificação

Autor: Fulano de Tal – CRP/SP 00.XXX.
Interessado: Colégio Maria das Dores Agudas.
Assunto: Apoio para Medida Disciplinar.

2. Descrição da Demanda

Em decorrência de dificuldade de adaptação às regras e normas escolares de déficit de atenção, falta de estímulo, reprovações subsequentes, falta de socialização, atitudes suicidas impulsivas, excessiva agressividade, acusações de furtos e danos materiais a patrimônio da escola e de professores, bem como experiência de expulsão em várias escolas, o adolescente (Nome do adolescente) foi submetido à avaliação psicológica como condição necessária à sua permanência na atual escola onde estuda. A família tem total conhecimento do comportamento do adolescente, afirmando que desde pequeno o mesmo apresentava dificuldade no seu desenvolvimento social. Gostava de ficar isolado, de quebrar seus brinquedos e atear fogo em objetos. Não conseguia se envolver emocionalmente com os membros da família, parecendo distante de todos. Ainda em relação à família, particularmente em relação aos genitores, detectou-se na figura paterna dificuldades de se impor, tendo o mesmo história de dependência alcóolica. Na figura materna, observou-se uma excessiva autoridade, bem como comportamento ambivalentes nos métodos disciplinares utilizados com o filho, ora se mostrando indiferente, negligenciando nas condições essenciais de desenvolvimento, ora abusando do seu poder, com castigos físicos exagerados, ficando evidenciado o caráter conflituoso na interação familiar.

3. Procedimento

Forem realizados entrevistas e aplicação de testes psicológicos em 4 encontros de 1 (uma) hora de duração em dias alternados.

4. Análise

Nas primeiras sessões de avaliação, o examinado demonstrou excessiva tensão, irritabilidade, agitação, ansiedade, auto estima negativa, pensamento auto destrutivo e revolta em relação à sua mãe. Passado o período de comprometimento emocional, procedeu-se à aplicação dos testes buscando a investigação dos campos de percepção familiar, personalidade, inteligência e memória. No teste de percepção familiar, demonstrou desarmonia familiar, insegurança, introversão e sentimento de inferioridade. Foi observado distanciamento entre os familiares, rejeição ou desvalorização dos membros. No interrogatório, os conteúdos apresentados demonstraram bastante desinteresse pela vida. A avaliação de personalidade foi realizada através da observação e da aplicação dos Testes (A – percepção Temática (T A T), Rorschach e Casa, Árvore, Pessoa (HTP). Observou-se total conhecimento da realidade vivida por ele. Os principais traços encontrados foram: introversão, imaturidade, auto-estima negativa, egocentrismo, ambivalência de comportamento, oscilação de humor, insegurança, agressividade, falta de objetivos e interesse, excessiva fantasia, fixação por objetos, insatisfação com as normas e regras sociais, imprudência, satisfação com as situações de perigo, gosto pela velocidade, forte tendência piromaníaca e bastante capacidade para planejar ações. Quanto à avaliação da inteligência, os resultados obtidos através do R-1 e do Raven demonstraram boa capacidade intelectual, colocando-se acima da média para sua escolaridade e idade. Porém, em relação à memorização, verificou-se dificuldades no campo da memória auditiva e visual, classificando-se em categoria inferior ao esperado.

5. Conclusão

Através dos dados analisados no psicodiagnóstico não foram verificados indícios de Deficiência Mental, porém, dificuldades de ordem social e afetiva, piromania, fixação por objetos, obsessão, pensamento auto-destrutivo e oscilação de humor. Diagnóstico: O paciente apresenta transtorno de personalidade anti-social, CID-10: F60.2 + F91.3. Encaminhamentos: Encaminhado para tratamento psicoterápico e acompanhamento psiquiátrico.

Fonte: Resolução CFP 007/2003